segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
Margens do Velho Chico continuam sendo ocupadas
Embora no relatório divulgado pela Companhia Hidro Elétrica do São Francisco - CHESF para o período compreendido entre a sexta-feira, dia 27 de janeiro e a segunda-feira, 06 de fevereiro, a vazão do Rio São Francisco esteja em torno de 2.400 metros cúbicos por segundo e, conforme o superintendente da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba – CODEVASF, Paulo Viana, esses índices não sejam motivo de preocupação, o promotor público do Ministério Público do Estado - MPE e diretor do Centro de Apoio do São Francisco e Bacias Estaduais, Eduardo Matos, não descartam a possibilidade de potencialização dos problemas do São Francisco com a chegada das chuvas.
Segundo Matos, os problemas estariam fundamentados na artificialidade do rio e na ocupação desordenada das áreas de preservação permanente. “A grande dificuldade é que a bacia do São Francisco tem um conjunto de problemas. Então, veja, a região tem hoje uma artificialidade, ou seja, sua vazão é controlada por uma série de barramentos que tem ao longo de sua bacia. Ao lado disso a ocupação desordenada, se nós colocarmos o olhar sobre o baixo São Francisco, percebe-se que se ocupou a área reservada para a mata ciliar. O que tem de mata ciliar hoje é muito pouco e mal monitorado. Se nós observamos bem, em toda essa margem há a presença de casas e bares. É toda uma ocupação desordenada. É uma ocupação desordenada de décadas e que se tenta estabelecer limites agora”, declara.
O trabalho de tentar impor limites a essa ocupação vem ocorrendo desde 2008, através da fiscalização de 20 órgãos ligados ao meio ambiente, seguindo modelo já adotado pelo Estado da Bahia. Desde o início dessa fiscalização, de acordo com Matos, 70 ocupações indevidas foram diagnosticadas. “Começamos em 2008 a fiscalização preventiva integrada, que a gente chama de FPI. Esse é o modelo adotado na Bahia há nove anos; em que consiste isso? Nós integramos órgãos federais, estaduais e municipais para fiscalizar o São Francisco. Começamos em outubro com Canindé e Poço Redondo e aí tem o Ministério Público Federal - MPF, MPE, delegacia do trabalho, Companhia de Desenvolvimento de Recursos Hídricos - COHIDRO, Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe - EMDAGRO, todos os órgãos que têm alguma coisa a ver com o meio ambiente. Juntamos 20 órgãos e começamos a fiscalizar o leito e todas as atividades nos arredores. A ideia qual é? A bacia integrada com uma realidade social, econômica e ambiental. A ideia é chegar até a foz com essa fiscalização mas a logística é complicada porque se deslocam 20 órgãos por três dias”, explica.
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
Liminar é revogada e indígenas Xakriabá permanecem em território no norte de Minas Gerais
Fonte da notícia: CIMI Regional Leste - Equipe Xakriabá
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
Microprojetos Rio São Francisco
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
Os Ciclos da Vida
Hoje completo 62 anos de existência... e faço uma breve retrospectiva do que fiz ou deixei de fazer... não há como nos arrepender do passado, nem mesmo lamentar; fizemos o que foi possível, o que nos pareceu justo e correto, a melhor opção diante de cada instante de nossas vidas, de acordo com nossa sempre limitada consciência. E fizemos bem, se não nos desviamos de nossos principios!
Tive uma infância privilegiada, em uma pequenina cidade do interior. Brinquei como todas crianças brincavam; fiz amizades que ficaram no passado... e cresci; tive uma adolescência atribulada, como foi a vida naquele momento difícil de nossa história; mas o sofrimento de ter a liberdade cerceada me permitiu ver o mundo com os olhos políticos que todos temos; tive o privilégio de conhecer pessoas brilhantes e batalhadoras, que não limitavam sua ação pelo medo da tortura.
Tive muitas oportunidades de estudar; fiz engenharia, letras, administração, história e logística; mas não terminei nenhuma faculdade; poderia dizer que o destino não quis, mas não foi assim: abandonei cada curso por decisão própria, algumas por desencanto, outras por necessidades do momento, mas sempre fui eu quem decidiu, e não me arrependo.
Segui minha carreira ao escolher, em uma encruzilhada, um dos caminhos que se mostravam à minha frente; trabalhei muito, durante anos, e me aposentei em 2007; pratiquei inúmeras atividades na Natureza e aprendi a amá-la acima de tudo, até mesmo dos homens, que lhe faltam sempre ao respeito; hoje sou um ambientalista, um ativista em defesa do Meio Ambiente.
Também optei por defender as minorias e me tornei indigenista; trabalhei na Amazônia e percebi que a realidade não é tão simples quanto nos parece, e que as lideranças desses povos humildes não são assim tão humildes, e defendem interesses próprios em detrimento de seu próprio povo, algo assim como nossos políticos, corruptos e desonestos...
Mas assim é a vida... meu pai me dizia que trilhar o caminho do bem não é fácil, pois não há reconhecimento; e mesmo quando optamos por preservar nossos princípios, somos desprezados pela sociedade, que prefere fechar seus próprios olhos e admitir que não tem remédio! Mas temos um compromisso com nossos descendentes, e esse compromisso é inadiável, inarredável, e deverá ser defendido intransigentemente, a despeito de nossos próprios interesses pessoais. Só assim consigo perceber minha missão aqui na Terra.
Hoje se incia um novo ciclo para mim, e novos desafios se apresentam. Começarei uma nova faculdade, de Fotografia, e estou me planejando para um projeto audacioso, ao menos para mim: escalar o pico do Aconcágua até 2015, pela Face Sul, a mais fácil e menos perigosa; mas para mim será um extremo desafio e um motivo a mais para perseverar em meu caminho. Sei que contarei com o apoio de minha família e de meus amigos...
Um grande abraço a todos que se lembraram de mim nesse dia!
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
Cidade submersa que deu lugar à hidrelétrica será aberta para visitação
A antiga Petrolândia era assim: havia duas igrejas. Uma delas ficava no ponto central da cidade. “Tenho muita saudade, muita lembrança. Quando a gente é jovem, marca muito”, lembra a aposentada Isabel Ferraz.
A igreja matriz da velha Petrolândia não resistiu ao tempo. Suas paredes ruíram e estão completamente destroçadas, no fundo do Lago de Itaparica. Mas a Igreja do Sagrado Coração de Jesus está resistindo há 23 anos. A profundidade é de 13 metros. O Fantástico entra na igreja mergulhando.
“Na frente vamos ter uma grande escadaria, que leva para o interior da igreja. Dentro da igreja tem grandes janelas que iluminam o salão da igreja”, conta o engenheiro de pesca Bruno Gonçalves.
A visibilidade é de, aproximadamente, oito metros. A escadaria que dá acesso à igreja está coberta por uma camada de lama. O templo está vazio. Todos os bancos foram retirados antes da enchente.
Na parede, está o nicho onde ficava a imagem do Coração de Jesus. Os janelões, que eram decorados por vitrais, estão abertos.
Chegamos ao local do altar-mor, que fica bem à frente. Nele, está a cruz de pedras, incrustada na parede central, com a pequena plataforma, que era base de apoio da imagem de Jesus Cristo. É o que resta do recinto sagrado. Tem até um cari, peixinho da família dos bagres, grudado na cruz.
Quem vê as imagens do templo submerso não tem ideia do drama da população da velha Petrolândia. Quando a água começou a invadir a cidade e as áreas rurais, alguns moradores se recusavam a deixar suas casas.
A dona de um restaurante, Jacira Neguinha, foi uma das últimas moradoras a sair. “Da minha parte, eu achava melhor a cidade antiga. Era pequenininha e tudo, mas era gostosa de ver. A gente andava para todo lugar”, conta. Jacira também elogia a nova cidade. “Aqui é bom também. Aumentou muito. A cidade ficou bem maior. Dá umas quatro vezes ou mais da de lá”, compara.
Com a construção da barragem e a criação do lago, as cachoeiras do Rio São Francisco desapareceram. Em um trecho, o rio deixou de existir. Algumas espécies de peixes também foram extintas.
“Lá nós contávamos cardumes de 50 a 100 surubins, de 20, 30, 40 e até 50 quilos”, lembra o pescador Boca Mole. Hoje, o lago abriga uma criação de tilápias. Ao todo, 60 tanques produzem 20 toneladas de peixes por mês.
Bombeiros estão mapeando as ruínas da cidade submersa. Eles querem criar aqui um novo ponto de mergulho para turistas que gostam de aventura.
Muitos destroços embaixo, com paredes caídas, casas destruídas e um amontoado de escombros. Mas conseguimos chegar à Charqueada, uma antiga fábrica de doces e o maior prédio da antiga cidade. Uma escada leva ao primeiro andar. Em uma sala, há um intruso: o tucunaré, peixe tradicional da Região Amazônica, que foi introduzido no Lago de Itaparica.
Embaixo dos tijolos, há um bagre mandi. O próximo passo do mapeamento é localizar a velha estação ferroviária: um tesouro do inicio do século passado. Além das ruínas, 22 anos depois da construção da barragem, só restou saudades.
“A gente lembra aquelas músicas, aqueles lugares aonde a gente se encontrava”, conta dona Isabel Ferraz.
“Eu tenho saudade da cachoeira, onde eu nasci”, lembra o pescador Boca Mole.
Para matar a saudade, uma opção é curtir a beleza do pôr do sol diante do Lago de Itaparica. Pelo menos, um espetáculo da natureza que não pode ser alterado pelo homem.
Fonte: Fantástico - Rede Globo
Desmatamento impede navegação no Velho Chico, maior hidrovia do país
| Professor Zuza (Foto: Divulgação) |
Estátua do negrinho do Rio, às margens do
Rio São Francisco (Foto: Divulgação)
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CUIDADO COM AS MENTIRAS ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! !
Não confundam Transposição com REVITALIZAÇÃO! A transposição caminha no sentido inverso da REVITALIZAÇÃO; enquanto a transposição "rouba" águas do Rio São Francisco para enviá-la a outras bacias hidrográficas do Nordeste, a REVITALIZAÇÃO deveria recuperar o volume do rio através de ações de reflorestamento de matas ciliares, desassoreamento de seu leito, canalização e tratamento de esgotos antes de serem jogados nos rios, conscientização ambiental nas escolas para que os futuros adultos saibam respeitar a Natureza, controle e erradicação da pesca predatória, redução drástica do uso de agrotóxicos em lavouras e pastos que ficam à beira dos rios, repeixamento de afluentes e lagoas de reprodução e obras de contenção de barrancos através do plantio de espécies nativas e outras ações pensadas para a proteção dos mananciais. A transposição é uma obra perversa, tanto para o VELHO CHICO, como para as populações que vivem de suas águas, como também para as populações que vivem em áreas próximas dos seus canais: ao contrário do que diz a propaganda enganosa do governo, essas águas não servirão às populações que dependem de carros-pipa para sobrevivência de sua família; elas são destinadas a indústrias, grandes latifúndios e grandes açudes; apenas 2% de suas águas serão destinadas ao consumo doméstico! Leiam com atenção e espírito crítico a "reportagem" abaixo. Os grifos em vermelho no texto abaixo são meus e objetivam alertá-los para essas mentiras mal intencionadas.
Mauriti-CE: Paralisação das obras de "revitalização" do Rio São Francisco preocupa trabalhadores
domingo, 29 de janeiro de 2012
Maria Fumaça é personagem da comemoração dos 126 anos de Piranhas, AL
A máquina, que estava parada há pelo menos quatro décadas, foi restaurada por um suíço, ex-funcionário da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU). E foi cedida para a Prefeitura de Piranhas em regime de comodato pela CBTU.
“É um processo de desmonte total, porque ela estava muito abandonada. Nós desmontamos ela toda, recompusemos todas as peças e montamos de novo; e o que não pode ser aproveitado fizemos de novo”, disse Werner Ernst Frei, o restaurador da Maria Fumaça.
Os mais velhos ficaram surpresos: “Chego e encontro uma maravilha dessa”, declarou o aposentado Aloísio Rodrigues.
A nostalgia também tomou conta dos parentes de ex-funcionários da Estação Ferroviária de Piranhas: “Meu pai era ferroviário daqui de Piranhas. Muita emoção ver funcionando novamente”, falou a dona de casa Maria de Fátima Ferreira.
As crianças ficaram admiradas com a novidade até então vista somente em filmes. O momento festivo foi comemorado com música.
A ideia é fazer com que em breve a viagem no tempo seja mais completa. É que, além de ver, as pessoas poderão passear na Maria Fumaça; mas isso só será possível após a conclusão do projeto de restauração da linha férrea de Piranhas. A previsão é que isto aconteça ainda este ano. Após a conclusão das obras de restauração, as pessoas poderão percorrer um trajeto de 12,5 Km a bordo da velha Maria Fumaça, de Piranhas à Hidrelétrica de Xingó, bem na divisa com o estado de Sergipe.
Os recursos para as obras e a restauração da linha férrea vêm do Ministério do Turismo. O objetivo é atrair mais visitantes para a região.
“Assim que passar o carnaval essas obras terão início. Já é garantido esse recurso de R$ 2 milhões. E nós teremos uma proposta de conseguir mais R$ 10 milhões, que é o custo total da obra”, explicou o secretário de Cultura e Turismo de Piranhas, Cláudio Pereira
sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
Povo Xakriabá tem a posse de mais três fazendas reconhecida pela justiça federal
Aldeia Morro Vermelho
O território Xakriabá está localizado na região do Médio São Francisco, no município de São João das Missões, Norte de Minas Gerais. Atualmente, a população é estimada em torno de 9.000 índios, vivendo em mais de 30 comunidades/aldeias. As famílias da aldeia Morro Vermelho viviam na periferia de São João das Missões de forma precária, sem moradia, alimentação e sem terras para plantar suas roças.
Um pouco da história de luta pelo território Xakriabá
A luta do povo Xakriabá em reaver parte do seu território tradicional tem marcado a vida de várias gerações. Em 1978, a FUNAI criou um Grupo Técnico – GT, para identificação territorial. A demarcação ocorreu em 1979, deixando de fora áreas importantes e reduzindo para menos de um terço a área original pertencente ao Território Xakriabá.
Depoimento de Manoel Bibiano, prefeito de Iguatama, MG
Charge na "Gazzeta do São Francisco"
Despedida de Nêgo Dágua e a Carranca - Juazeiro, BA
Depoimento de Roberto Rocha, Lagoa da Prata, MG
Localidades Ribeirinhas
| Vargem Bonita / MG | Ibotirama / BA |
| Hidrelétrica de Três Marias / MG | Morpará / BA |
| Pirapora / MG | Barra / BA |
| Ibiaí / MG | Xique-Xique / BA |
| Cachoeira do Manteiga / MG | Remanso / BA |
| Ponto Chique / MG | Santo Sé / BA |
| São Romão / MG | Sobradinho / BA |
| São Francisco / MG | Juazeiro / BA |
| Pedras de Maria da Cruz / MG | Petrolina / PE |
| Januária / MG | Cabrobó / PE |
| Itacarambi / MG | Hidrelétrica de Itaparica - PE / BA |
| Matias Cardoso / MG | Hidrelétrica de Paulo Afonso / BA |
| Manga / MG | Canindé de São Francisco / SE |
| Malhada / BA | Hidrelétrica de Xingó - AL / SE |
| Carinhanha / BA | Propriá / SE |
| Bom Jesus da Lapa / BA | Penedo / AL |
| Paratinga / BA | Piaçabuçu / AL |
Depoimento de Dom Frei Luiz Cappio, Bispo de Barra, BA
Principais Afluentes
| Rio Abaeté | Rio Pandeira |
| Rio Borrachudo | Rio Pará |
| Rio Carinhanha | Rio Paracatu |
| Rio Corrente | Rio Paramirim |
| Rio das Velhas | Rio Paraopeba |
| Rio Grande | Rio Pardo |
| Rio Indaiá | Rio São Pedro |
| Rio Jacaré | Rio Urucuia |
| Rio Pajeú | Rio Verde Grande |
Entrevista à TV Sergipe, Aracaju
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