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terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Peixes nativos são lançados no Velho Chico


Piaçabuçu e Porto Real do Colégio foram as cidades beneficiadas


Milhares de alevinos de xira, piau e piaba, espécies nativas da bacia hidrográfica do rio São Francisco, foram inseridos pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) em trechos do “Velho Chico” nos municípios de Piaçabuçu e de Porto Real do Colégio no último domingo (12), durante as festividades de Bom Jesus dos Navegantes realizadas em cada um dos municípios. Os peixamentos já se fixaram na programação das festividades de Bom Jesus no Baixo São Francisco e os resultados são destacados por pescadores.

“Esses peixes que a Codevasf vem colocando no São Francisco têm melhorado muito nosso trabalho. Vejo quando volto de um dia de trabalho que a quantidade tem aumentado. Agora mesmo, estamos no período de defeso. Quando voltar ao trabalho em março, sei que já vou pescar os peixes colocados no Bom Jesus de 2011. E no final do ano ou em 2013, posso pescar os que foram colocados hoje”, comemorou o pescador Manuel Santana, que participou do peixamento na companhia do neto, Vinícius Walace Santos, de dois anos, e do amigo e sogro da filha, o também pescador aposentado Gervário José dos Santos.

O pescador aposentado Gervário, natural do povoado Cabeço, localizado no município sergipano de Brejo Grande, na foz do rio São Francisco, também festejou a inserção dos alevinos no rio São Francisco. “O rio já foi mais rico em peixes. Mas na época em que eu pescava, já faltava peixe. Esse peixamento traz o sustento para nossas famílias. Queremos agora que ele aconteça mais vezes no ano”, defendeu.

Para a secretária municipal de Meio Ambiente de Piaçabuçu, Geilma Feitoza, os resultados dos peixamentos realizados pela Codevasf na bacia do rio São Francisco mostram que as ações de revitalização da ictiofauna estão no caminho certo. “A Codevasf tem sido uma importante parceira da população de Piaçabuçu, trazendo ações que estruturam o desenvolvimento sustentável da região. No ano passado, foram realizados dois peixamentos somente no trecho do rio São Francisco em nosso município e podemos comprovar os benefícios desta ação para o meio ambiente pelas falas dos pescadores. As piabas, peixes pequenos que são alimentos para espécies nativas maiores, voltaram a aparecer nas redes de pesca. Isso nos mostra que temos que continuar com os peixamentos para levar a frente o processo de revitalização do 'Velho Chico'”, declarou.

Além da secretária de Meio Ambiente de Piaçabuçu, o peixamento contou com a participação do superintendente regional da Codevasf em Alagoas, Antônio Nélson de Azevedo, técnicos da prefeitura daquele município e da Codevasf, pescadores artesanais e turistas que estavam em Piaçabuçu para participar da Festa de Bom Jesus dos Navegantes, que se encerrou no domingo (12).

PEIXAMENTO EM PORTO REAL DO COLÉGIO

No mesmo dia, domingo (12), técnicos da Codevasf também realizaram um peixamento no trecho do rio São Francisco no município alagoano de Porto Real do Colégio, durante a Festa de Bom Jesus dos Navegantes daquele município. No peixamento, foram 70 mil alevinos de espécies nativa, conforme o chefe do Centro Integrado de Recursos Pesqueiros e Aquicultura de Itiúba (Ceraqua São Francisco), engenheiro de pesca Álvaro Albuquerque.

O peixamento contou com o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Real do Colégio, da colônia de pescadores, lancheiros e canoeiros que atuam no município.

Fonte: 7 Segundos

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Pesca predatória mata tartarugas na APA de Piaçabuçu

Pesca predatória mata tartarugas na APA de Piaçabuçu
Tartarugas marinhas, uma espécie constantemente em risco de extinção, estão aparecendo mortas, às dezenas, em uma Área de Proteção Ambiental (APA) no litoral de Alagoas. A constatação foi feita e registrada em imagens por uma professora universitária de Maceió, que foi visitar o local no último fim de semana.

As imagens foram feitas na manhã desta segunda-feira (23), na APA de Piaçabuçu, no extremo litoral sul de Alagoas. A professora Alessandra Marques Luz, que viositava a região com o marido, relatou que no domingo, em passeio do Pontal do Peba (em Feliz Deserto) até a foz do rio São francisco, em Piaçabuçu, viu duas tartarugas marinhas sangrando e já mortas.

“Ao cruzarmos com um monitor uniformizado do projeto Tamar, que tirava fotos dessas duas tartarugas, perguntamos o que houve, e sua resposta foi que as tartarugas morreram de velhice”, conta Alessandra. “Achamos estranho e hoje [segunda-feira] decidimos voltar lá”.

A professora relata que, antes de voltarem ao local em que havia duas tartarugas mortas, ela e o marido peguntaram o que estava havendo a um morador ligado ao turismo na região.

“Ele disse que há dias em que chegam a aparecer dezoito tartarugas marinhas mortas”, conta Alessandra. “Disse também que o Ibama, o ICMbio [Instituto Chico Mendes] e o Tamar [projeto federal de preservação de tartarugas marinhas] sabem disso há anos”.

A conclusão da professora é em tom de protesto: “Mesmo sendo Piaçabuçu uma área de preservação federal, como indica a placa na entrada da região, essas mortes são situação corriqueira”. Segundo ela, o morador que deu essa informação preferiu não se identificar.

Na volta, um cemitério de tartarugas

No retorno ao local, nesta segunda-feira de manhã, Alessandra conta que se assustou.

“Ao voltarmos lá, nos deparamos com a situação que as fotos comprovam: mais de uma dúzia de tartarugas mortas. Ao longo de mais ou menos 10 km de praia, um cemitério de criaturas em extinção se descortina. Um lugar que deveria ser uma explosão de vida, pois elas desovam e se alimentam por lá, é um cemitério”.

“Na volta, filmei uma conversa com um pescador que informou a medida da rede de pesca: 25mm, razão do encalhe e morte das tartarugas marinhas, segundo o Tamar em conversa comigo pelo Twitter, e também uma conversa com esse mesmo monitor do Tamar que no domingo havia dito que os animais morreram de causa natural. Nesse vídeo, o monitor do Tamar diz: “é comum” e “não posso revelar o número”.

Alessandra lembra uma informação adicional. “Na página do Tamar, na internet, eles dizem que das cinco espécies de tartarugas marinhas existentes no Brasil, três delas frequentam a APA de Piaçabuçu para se alimentar. Eles também dizem que a pesca com rede é a ppossível causa dessas mortes”.

E Alessandra conclui com uma pergunta: “Sendo assim, o que faz a pesca predatória (de arrasto) ser permitida em uma APA?”.

Fonte: Boainformação

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