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sábado, 21 de novembro de 2009

Santa Maria da Boa Vista




Monte Carmelo: formações de corredeiras
Cheguei a Santa Maria dia 20 de novembro, às 14:30 horas... uma praia que mais parece à beira-mar, com pessoas amáveis me perguntando de onde eu vinha com minha pequena canoa... já me senti bem à chegada, mas muito haveria de se contar dessa cidade hospitaleira!


Uma cidade para não se esquecer jamais!
Adelmir, assessor do Prefeito Leandro Duarte, foi me buscar na praia. Almocei um tucunaré feito "no capricho" e tomei água de côco... já me sentia na praia de Boa Viagem! Fomos para a Pousada Maruada e me refiz da curta e cansativa jornada desde Curaçá. Muito vento e marolas ("maretas") dificultaram minha progressão nos últimos três dias...

Ainda na praia fui recepcionado pelo Prefeito Leandro Duarte e muitos amigos, de forma carinhosa e generosa como apenas o povo nordestino sabe nos receber... lembrei-me dos idos de 1986 a 90, quando moramos em Recife, nas inúmeras amizades que lá deixamos, e nos anos inesquecíveis que marcaram para sempre nossas vidas...

Hoje visitamos um lugar chamado Monte Carmelo, uma parede rochosa que se projeta sobre o Velho Chico de forma imponente e bela. No alto, um cruzeiro e um pequeno santuário, onde se realizam romarias. A vista é impressionante! O rio tece suas curvas caprichosamente, envolvendo as escarpas, caudaloso e ramificado em dezenas de ilhas, ornamentadas com rica vegetação! No leito do rio, corredeiras e redemoinhos ("cachoeiras" e "panelas", como se diz por aqui) embelezam ainda mais a natureza selvagem desse rio magnífico!

Ao longo do caminho, pela estrada que corta a caatinga, diversos povoados sobrevivem à rudeza do clima, sem perder a alegria, manifestada em várias casas simples de espetáculos, muitos bares e um povo hospitaleiro e amável. Quem convive com eles se apaixona!

Amanhã seguirei minha jornada e enfrentarei essas corredeiras, em direção a Cabrobó, onde conhecerei a tribo dos Trukás e visitarei as obras da transposição, procurando entender seus motivos e expectativas de mitigar a sede de tantos habitantes que se espalham pelas caatingas e dependem do velho carro-pipa para poder sobreviver.

É a fase final de minha expedição, que me levará depois a Belém de São Francisco, Paulo Afonso e demais cidades da divisa de Alagoas e Sergipe, rumo ao mar e à minha casa!

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