Áreas totalmente degradadas se sucedem ao longo do rio São Francisco, em decorrência da destruição das matas ciliares. Os barrancos desprotegidos desabam no período das chuvas e as áreas roubadas da Natureza são restituídas ao rio. O que parece uma esperteza dos ribeirinhos, torna-se uma estupidez porque, além de perderem a beleza e a proteção das matas e de seus habitantes (os animais), perdem também suas terras, que irão contribuir para o assoreamento do rio. Mais largo, o rio sofre pelo aquecimento das águas e a consequente evaporação. Diminuindo o volume de suas águas, reduz também o estoque de peixes, em uma corrente perversa de acontecimentos que a todos pune pelo mal de poucos.
O rio morre lentamente...

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